Dívidas e incerteza quanto à continuidade do Programa Bolsa Universitária preocupa o SEMESG

17/12/2018 11:15

Dívidas e incerteza quanto à continuidade do Programa Bolsa Universitária preocupa o SEMESG

Apreensão, preocupação e incertezas quanto ao futuro do Programa Bolsa Universitária. Com isso, milhares de estudantes estão preocupados quanto a possível perda do benefício e, como consequência, terem que abandonar seus cursos por falta de condições próprias para custear os estudos uma vez que possuem baixo poder aquisitivo. Além dos alunos as entidades mantenedoras enfrentam graves problemas financeiros devido ao atraso no repasse de recursos pelos serviços prestados.



Na última sexta-feira (14) o Sindicato das Entidades Mantenedoras do Ensino Superior do Estado de Goiás (SEMESG) promoveu uma Assembleia Geral Extraordinária quando vários assuntos foram discutidos. Participaram representantes de mais de quarenta estabelecimentos filiados e não filiados à entidade. As principais discussões giraram em torno do Programa Bolsa Universitária, programa social considerado de grande importância social, gerenciado pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e executado pelas Universidades e faculdades privadas. Atualmente o programa beneficia 26.400 alunos de baixo poder aquisitivo.

Entretanto, o atraso no pagamento feito pelo Governo do Estado às entidades mantenedoras vem gerando problemas financeiros e muita apreensão quanto à manutenção do programa. A situação agrava-se ainda mais uma vez que está se aproximando o período das matrículas para o ano de 2019. Até novembro último já se totalizam sete meses em atraso com um montante de dívida acumulado em R$ 72 milhões. Ao encerrar o mês de dezembro essa dívida vai ultrapassar a R$ 82 milhões.

Durante a assembleia do SEMESG vários participantes relataram as enormes dificuldades financeiras que vêm enfrentando. O presidente do sindicato Jorge de Jesus Bernardo classificou a atual situação como “insustentável, tanto é que vários estabelecimentos estão com a continuidade de suas atividades ameaçada se não houver uma atualização desses pagamentos o mais rápido possível”. Acrescenta que “enquanto o Governo Estadual não cumpre a sua obrigação, deixando milhares de jovens num clima de extrema apreensão, as entidades mantenedoras continuam exercendo com dedicação suas funções para a manutenção do programa. Em contrapartida elas fazem um grande sacrifício para pagar em dia os seus trabalhadores, professores, encargos sociais e fornecedores. Mas não sabemos até quando elas vão suportar”.

O SEMESG tenta uma audiência junto ao governador José Éliton para tratar do assunto e buscar uma saída para o problema, mas até agora não conseguiu. O sindicato se reuniu com a diretora geral da Organização das Voluntárias de Goiás, Idelma Rodrigues, quando discutiu o assunto. Entretanto não obteve nenhuma informação sobre um calendário de pagamentos. Nem mesmo se o atual governo vai pagar ou não alguma parcela antes de deixar o cargo.

As entidades mantenedoras também esperam um posicionamento do próximo Governo quanto à manutenção ou não do Programa Bolsa Universitária para o ano que vem. Para tanto já foi solicitada uma audiência com o governador eleito, senador Ronaldo Caiado, e o SEMESG aguarda um agendamento. Para Jorge de Jesus é importante que esse encontro ocorra o quanto antes “uma vez que as matrículas para 2019 estão se aproximando e não há nada definido sobre o assunto. Apenas algumas sinalizações de manutenção do programa por parte do próximo governo, mas através de declarações à imprensa”.

Na assembleia geral do sindicato decidiu-se que quando da assinatura do contrato de matrícula entre o aluno e a entidade será acrescentado um adendo informando de que não estará garantido o beneficio do Bolsa Universitária.

Assessoria de Comunicação do SEMESG

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