Resolução CNRM nº 9/2020, aprova a matriz de competências dos Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade no Brasil

06/01/2021 14:29

Resolução CNRM nº 9/2020, aprova a matriz de competências dos Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade no Brasil

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO • 06 de janeiro de 2021

 
RESOLUÇÃO CNRM Nº 9, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2020
 
Aprova a matriz de competências dos Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade no Brasil.
 
A COMISSÃO NACIONAL DE RESIDÊNCIA MÉDICA (CNRM), no uso das atribuições que lhe conferem a Lei nº 6.932 de 07 de julho de 1981, o Decreto nº 7.562, de 15 de setembro de 2011, e o Decreto 8.516, de 10 de setembro de 2015,
 
CONSIDERANDO a atribuição da CNRM de definir a matriz de competências para a formação de especialistas na área de residência médica;
 
CONSIDERANDO a evolução do sistema de saúde brasileiro e a crescente importância da Medicina de Família e Comunidade em serviços de Atenção Primária no País;
 
CONSIDERANDO que o Programa de Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade possui duração de dois anos, com acesso direto, respeitando a carga horária semanal conforme legislação vigente;
 
CONSIDERANDO decisão tomada pela plenária da CNRM na sessão plenária de 13 e 14 de dezembro de 2017, que aprovou a matriz de competências aos programas de residência médica de Medicina de Família e Comunidade; e
 
CONSIDERANDO o constante dos autos do processo nº 23000.022419/2019-36, resolve:
 
Art. 1º Aprovar a Matriz de Competências dos Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, anexa, que passa a fazer parte desta Resolução.
 
Parágrafo único: Tornar obrigatória sua aplicação em todo o território nacional no âmbito dos programas de Residência Médica a partir de 1º de março de 2022.
 
Art. 2º. Os programas de Residência Médica, previamente denominados de Medicina Geral de Família e Comunidade, passam a denominar-se Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade, em consonância com o nome da Especialidade Médica referida.
 
Art. 3º. Esta Resolução entra em vigor no dia 08 de janeiro de 2021.
 
WAGNER VILAS BOAS DE SOUZA
 
Presidente da Comissão
 
ANEXO MATRIZ DE COMPETÊNCIAS EM MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE
 
OBJETIVOS GERAIS
 
Formar e habilitar médicos na área da Medicina de Família e Comunidade a adquirir as competências para ser resolutivo em cenários de prática que contemplem os atributos da atenção primária à saúde, sendo eles, acesso, integralidade, longitudinalidade, coordenação do cuidado, orientação Familiar, orientação comunitária e competência cultural.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
1. Atuar como primeiro contato do paciente com o sistema de saúde, prestando um acesso e lidando com os problemas de saúde independentemente da idade, sexo ou qualquer outra característica da pessoa;
 
2. Utilizar eficientemente os recursos de saúde através da coordenação do cuidado no contexto dos cuidados primários e da gestão na interface com outras especialidades, assumindo um papel de defesa pelo paciente;
 
3. Desenvolver uma abordagem centrada na pessoa, orientada para o indivíduo, a sua família e comunidade;
 
4. Desenvolver um processo de condução da consulta focada na pessoa, estabelecendo uma relação ao longo do tempo, utilizando entre outras ferramentas uma comunicação efetiva;
 
5. Desenvolver um processo de tomada de decisão e raciocínio clínico, determinado pelas melhores evidências disponíveis, pela prevalência e pela incidência das doenças na comunidade;
 
6. Gerir simultaneamente problemas de saúde agudos e crônicos, de pessoas e coletivos, apoiados em um conceito ampliado de saúde;
 
7. Oferecer uma ampla gama de serviços dentro de seu escopo de ações e adaptar sua prática às necessidades de seus pacientes;
 
8. Conhecer os seus pacientes e sua família e aprofundar esse conhecimento ao longo do tempo;
 
9. Compreender o contexto familiar e comunitário de seus pacientes;
 
10. Desenvolver sua prática considerando o contexto cultural em que está inserido;
 
11. Analisar a estruturação histórica e jurídico institucional do Sistema de Saúde;
 
12. Analisar os aspectos históricos, concepções, políticas públicas e modelos técnico-assistenciais da Atenção Primária à Saúde;
 
COMPETÊNCIAS POR ANO DE TREINAMENTO
 
Proporcionar conhecimento teórico-prático com os fundamentos e princípios da Medicina de Família e Comunidade e da Atenção Primária à Saúde.
 
Proporcionar ao Médico Residente a familiarização com as principais ferramentas e métodos clínicos utilizados na Medicina de Família e Comunidade, assim como treinamento para manejo clínico das doenças mais comuns na sua população.
 
COMPETÊNCIAS AO TÉRMINO DO R1
 
I - Atenção Primária - Princípios
 
1. Planejar e avaliar a utilização dos recursos de saúde em coordenação com outros profissionais no contexto da atenção primária e da gestão da interface com outras especialidades, assumindo um papel de defesa pelo paciente.
 
2. Planejar e valorizar uma abordagem centrada na pessoa, orientada para o indivíduo, sua família e comunidade.
 
3. Planejar e valorizar a condução da consulta focada na pessoa, sendo capaz de estabelecer uma relação ao longo do tempo, por meio de uma comunicação efetiva entre o médico e o paciente.
 
4. Formular e estimar a tomada de decisão, determinada pelas melhores evidências disponíveis, pela prevalência e pela incidência dos problemas de saúde, doenças, risco e agravos de saúde da comunidade.
 
5. Avaliar problemas de saúde agudos e crônicos apoiados em um conceito ampliado de saúde.
 
6. Valorizar a promoção da saúde e o bem-estar por meio de uma intervenção efetiva e desenvolver uma responsabilidade específica pela saúde da comunidade.
 
7. Conhecer os seus pacientes e sua família e aprofundar esse conhecimento ao longo do tempo.
 
8. Coordenar o cuidado de seus pacientes.
 
9. Reconhecer e avaliar o contexto familiar e comunitário de seus pacientes.
 
10. Avaliar o desenvolvimento de sua prática considerando o contexto cultural em que está inserido.
 
II - Saúde Coletiva
 
1. Compreender a estruturação histórica e jurídico-institucional do Sistema Único de Saúde.
 
2. Compreender os aspectos teóricos e práticos dos modelos de atenção à saúde utilizados em sistemas de saúde.
 
III - Abordagem Individual
 
1. Dominar a utilização dos componentes da abordagem centrada na pessoa.
 
2. Avaliar as principais ameaças à saúde da pessoa, incluindo doenças e fatores de risco.
 
3. Demonstrar abordagem efetiva para problemas agudos potencialmente fatais.
 
4. Demonstrar abordagem efetiva para doenças frequentes de apresentação crônica.
 
5. Dominar a anamnese, exame físico e a solicitação, quando necessária, de exames complementares e sua interpretação.
 
6. Desenvolver habilidade para comunicar-se com os pacientes/responsáveis sobre o diagnóstico e plano terapêutico, bem como suas complicações, efeitos inesperados, mudanças de planos terapêutico, com ênfase na segurança do paciente.
 
7. Desenvolver e avaliar um plano terapêutico seguindo os princípios do Método Clínico Centrado na Pessoa.
 
8. Dominar a utilização do registro orientado por problemas.
 
IV - Abordagem Familiar
 
1. Estimar os conceitos, funções e tipologia familiar.
 
2. Valorizar o papel da família no processo saúde doença.
 
3. Demonstrar conhecimento sobre resiliência familiar.
 
4. Demonstrar atitude respeitosa no contexto familiar mesmo quando há diferenças culturais e comportamentais.
 
5. Dominar a realização de visita domiciliar.
 
6. Dominar a utilização de instrumentos de abordagem familiar: genograma, ECOMAPA, Círculo Familiar, Escala de Coelho; e conhecer os demais instrumentos de abordagem familiar.
 
V - Abordagem Comunitária
 
1. Dominar a realização de diagnóstico situacional de saúde por meio de instrumentos de abordagem comunitária (ECOMAPA, Diagnóstico de Demanda, Estimativa Rápida Participativa, técnicas de georreferenciamento).
 
2. Valorizar a realização de trabalho em grupos.
 
3. Propor o desenvolvimento de ações educativas no território com vistas ao fortalecimento do autocuidado em saúde.
 
4. Compreender os fundamentos da educação popular em saúde.
 
VI - Raciocínio Clínico
 
1. Acessar e interpretar as evidências científicas relevantes às práticas clínicas.
 
2. Preencher de forma organizada e compreensível o prontuário médico, dominando o registro orientado por problemas.
 
3. Reconhecer e avaliar as doenças mais prevalentes.
 
4. Dominar as estratégias de raciocínio clínico (intuitivo e analítico)
 
5. Dominar a anamnese e exames físicos focados, levando em conta o contexto e analisar exames complementares.
 
6. Demonstrar abordagem para doenças crônicas mais prevalentes.
 
7. Valorizar a epidemiologia clínica aplicada ao raciocínio clínico.
 
8. Avaliar situações que necessitem de encaminhamentos a outras especialidades médicas.
 
VII - Pesquisa médica, gestão em saúde, comunicação e docência
 
1. Saber explicar especificidades sobre a especialidade e sobre o papel do Médico de Família e Comunidade dentro do sistema de saúde.
 
VIII - Gestão e Organização do Processo de Trabalho
 
1. Dominar a gestão da agenda, realizando consultas individuais, grupais, visitas domiciliares, consultas agendadas e não agendadas, e tarefas administrativas.
 
2. Avaliar as tecnologias de gestão da clínica para lidar com fatores como pressão assistencial, frequentação, lista de pacientes, estratificação de risco e/ou vulnerabilidade.
 
3. Dominar o manejo do paciente hiperfrequentador, gerindo problemas de saúde simultâneos por meio da identificação, exploração, negociação, aceitação e estabelecimento de prioridades.
 
4. Avaliar a rede de assistência à saúde e a função dos seus componentes em relação à Atenção Primária.
 
5. Desenvolver o estabelecimento de e uma relação de diálogo com gestor.
 
6. Gerenciar o fluxo de resultados de exame.
 
7. Dominar os sistemas de informação vigentes no SUS e analisar os dados disponíveis a fim de avaliar as ações de saúde e realizar planejamento em saúde.
 
IX - Trabalho em equipe multidisciplinar
 
1. Valorizar a importância do trabalho em equipe.
 
2. Compreender e julgar a complexidade do processo de saúde-adoecimento e a contribuição dos profissionais no manejo do cuidado.
 
3. Desenvolver habilidade de trabalho do cuidado de forma compartilhada, construindo projetos terapêuticos quando necessários.
 
4. Manejar de forma compartilhada o cuidado oportunamente.
 
5. Valorizar momentos de troca de conhecimentos com outros profissionais (exemplo: consultas compartilhadas e matriciamento) otimizando o próprio tempo e da equipe.
 
6. Valorizar o trabalho junto com a equipe no reconhecimento das necessidades de saúde da sua comunidade utilizando ferramentas diversas como a vigilância da saúde, o planejamento estratégico comunicativo, e criando outras que sejam necessárias.
 
7. Mobilizar a equipe e comunidade no fomento à criação e presença em espaços para participação cidadã, otimizando o próprio tempo e o dos outros profissionais.
 
8. Dominar a mediação de conflitos oportunamente.
 
9. Valorizar a promoção do bem-estar da equipe.
 
10. Valorizar a atuação em equipe de forma ativa e respeitosa, fomentando um bom clima organizacional e promovendo a participação e uma tomada de decisão compartilhada.
 
11. Coordenar o cuidado em outros locais de atuação (exemplo: cuidado domiciliar).
 
X - Avaliação da qualidade e auditoria
 
1. Conhecer os programas de avaliação e auditoria aos quais está submetido.
 
2 Saber definir indicadores relevantes para avaliação da prática no âmbito individual, familiar e comunitário. Determinar um conjunto de indicadores, monitorar e planejar sua prática de acordo com os resultados.
 
XI - Vigilância em Saúde
 
1. Conhecer a área (geográfica) em que atua e os determinantes e condicionantes aos quais estão expostos a população que nela habita.
 
2. Atuar com diligência no combate a agravos de interesse epidemiológico quando responsável por um território designado, sob supervisão.
 
3. Compreender e respeitar as normas vigentes quanto a notificação de agravos expedidos pela vigilância em saúde.
 
XII - Atenção à Saúde
 
1. Abordagem a problemas Gerais e específicos:
 
a) Dominar a abordagem centrada na pessoa para situações especiais (paciente agressivo, sedutor, manipulador, vulnerável, dependente, hiperdemandante, paranoide, controlador, não aderente).
 
b) Dominar os conceitos de Medicina Baseada em Evidências e Prevenção Quaternária.
 
c) Valorizar a estimulação do paciente as competências para o autocuidado.
 
d) Manejar adequadamente os sintomas gerais e inespecíficos mais frequentes e relevantes.
 
e) Avaliar efeitos colaterais e interações de fármacos usados pelo paciente.
 
f). Conhecer e compreender as Práticas alternativas e complementares (PNPIC).
 
2. Abordagem de problemas respiratórios:
 
a) Dominar a realização de entrevista clínica dos principais quadros sindrômicos respiratórios: cianose, dispneia, tosse, hemoptise.
 
b) Dominar o exame físico dos principais quadros sindrômicos respiratórios.
 
c) Manejar os problemas respiratórios mais frequentes ou relevantes incluindo momento adequado de encaminhamento.
 
d) Avaliar as condições respiratórias agudas e de risco de vida, tais como pneumotórax, tromboembolismo pulmonar, derrame pleural, bronco-aspiração, estado de mal asmático, corpo estranho e estabilizar o paciente até sua internação.
 
e) Dominar a indicação de fisioterapia respiratória.
 
f) Identificar e analisar as condições de risco ocupacional.
 
3. Abordagem dos problemas digestivos
 
a) Dominar o diagnóstico dos sinais e sintomas, o manejo terapêutico e encaminhamento apropriado ao especialista, dos problemas mais frequentes e relevantes relacionados ao aparelho digestivo.
 
b) Compreender as indicações dos exames e procedimentos mais comuns para diagnóstico de problemas relacionados ao aparelho digestivo.
 
c) Dominar e realizar as atividades preventivas de hepatite, hepatopatia alcoólica e câncer digestivo.
 
d) Dominar o manejo das situações de urgência relacionadas ao aparelho digestivo.
 
e) Identificar e manejar condições de intolerâncias alimentares.
 
f) Dominar a realização de aconselhamento nutricional básico.
 
g) Identificar e manejar condições de má absorção de nutrientes e oligoelementos.
 
h) Compreender e avaliar a realização e orientação de retirada de drenos e sondas em pessoas pós internação hospitalar.
 
i) Demonstrar conhecimento no manejo terapêutico e atividades preventivas de gastrectomizados j) ostomizados.
 
k) Demonstrar conhecimento no manejo doenças de baixa incidência, por exemplo: cirrose biliar primária, doença de Wílson.
 
l) Compreender a realização de ecografias.
 
m) Dominar a realização de retossigmoidoscopia rígida.
 
4. Abordagem a problemas infecciosos
 
a) Dominar os sinais e sintomas, manejar as doenças infecciosas mais frequentes e relevantes
 
b) Manejar as doenças infecciosas de menor frequência.
 
c) Dominar o conhecimento da prevalência local de doenças infecciosas.
 
d) Dominar o diagnóstico e incluir corretamente no diagnóstico diferencial qualquer doença infecciosa prevalente no território nacional e está atualizado sobre eventuais epidemias.
 
e) Dominar o maneja doenças infecciosas endêmicas regionais.
 
f) Analisar o manejo de febre de origem oculta.
 
g) Dominar a orientação do calendário vacinal oficial local de crianças e dos principais efeitos colaterais das vacinas.
 
h) Dominar a profilaxia das doenças infecciosas mais frequentes e relevantes.
 
i) Dominar os fluxos da vigilância epidemiológica de doenças infecciosas.
 
j) Coordenar a busca ativa de contactantes, bem como bloqueios em casos de surtos ou endemias.
 
k) Avaliar a identificação e o manejo de problemas de adesão ao tratamento de doenças infecciosas como HIV/ SIDA e tuberculose, incluindo DOTS (Dose Supervisionada).
 
l) Dominar a identificação, notificação e o manejo de surtos mesmo em condições que não é identificado de imediato o agente infeccioso.
 
m) Dominar o manejo dos pacientes com tuberculose pulmonar e extra-pulmonar sob seu cuidado.
 
n) Dominar o diagnóstico e referenciar, no momento adequado, pacientes com HIV e Dominar o manejo HIV/AIDS em pacientes sob o seu cuidado, incluindo falhas terapêuticas.
 
o) Dominar o diagnóstico e referenciar, no momento adequado, pacientes com hepatites. Dominar o manejo de hepatites em pacientes sob o seu cuidado.
 
5. Abordagem a problemas relacionados aos olhos e visão
 
a) Compreender a anatomia das estruturas anatômicas do globo ocular.
 
b) Manejar os problemas infecciosos e estruturais mais frequentes e relevantes relacionados aos olhos e visão, referenciando ao especialista no momento adequado.
 
c) Avaliar a retirada de corpo estranho em conjuntiva ocular.
 
d) Dominar a técnica e a realização de fundoscopia.
 
6. Abordagem de problemas de saúde mental:
 
a) Compreender e avaliar que o manejo de doenças mentais e do sofrimento psíquico é parte fundamental da atuação do Médico de Família e Comunidade.
 
b) Compreender a existência de famílias disfuncionais e que isso pode desencadear problemas de saúde de várias naturezas.
 
c) Dominar o uso de ferramentas mínimas para abordagem familiar.
 
d) Dominar as principais síndromes/doenças mentais na APS e seus critérios diagnósticos.
 
e) Dominar o diagnóstico diferencial das principais síndromes e distúrbios de humor, fóbico-ansiosos e demências.
 
f) Compreender e avaliar que, na escola, crianças e adolescentes podem manifestar problemas de ordem emocional.
 
g) Avaliar os problemas de comportamento escolar em crianças de adolescentes. Manejar problemas de comportamento em crianças e adolescentes.
 
h) Avaliar as principais opções farmacológicas para os diferentes transtornos mentais.
 
i) Avaliar a terapia farmacológica e não farmacológicas para os problemas mais frequentes de saúde mental.
 
j) Manejar a terapia farmacológica e não farmacológicas para doenças mentais moderadas. Manejar doenças mentais graves.
 
k) Manejar casos não complicados de uso abusivo de drogas, incluindo fumo e álcool.
 
l) Reconhecer e diferenciar a severidade de surtos psico-mentais.
 
m) Coordenar o cuidado de pacientes com problemas de saúde mental.
 
n) Identificar casos complexos de saúde mental e comorbidades e manejar casos complexos de saúde mental.
 
o) Reconhecer o amplo impacto dos problemas de saúde mental no indivíduo, família e sistema de saúde.
 
p) Realizar terapia familiar.
 
7. Abordagem a problemas do sistema nervoso
 
a) Dominar a técnica de exame físico neurológico direcionado e fundoscopia voltada para o exame neurológico.
 
b) Dominar o manejo apropriadamente os problemas mais frequentes e relevantes relacionados ao Sistema Nervoso.
 
c) Planejar, acompanhar e coordenar o cuidado de pacientes com doenças neurodegenerativas, dando o suporte ao paciente e a família.
 
8. Abordagem a problemas cardiovasculares
 
a) Analisar os principais sinais e sintomas cardiovasculares: palpitação, cianose, dispneia, dor torácica, edema e sopro.
 
b) Dominar o manejo dos problemas cardiovasculares mais frequentes e relevantes.
 
c) Reconhecer e manejar outras arritmias específicas mesmo que infrequentes.
 
d) Demonstrar conhecimento sobre a prevalência dos problemas cardiovasculares na população onde trabalha.
 
e) Dominar a abordagem preventiva e manejo de fatores de risco cardiovasculares: tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade, dislipidemia, hipertensão.
 
f) Realizar e interpretar eletrocardiograma normal e com alterações mais comuns.
 
g) Solicitar e interpretar os exames laboratoriais solicitados.
 
h) Avaliar efeitos colaterais e interações de fármacos usados.
 
i) Realizar pré-operatório de paciente de baixo risco cardiovascular e avaliação para liberação de atividade física.
 
j) Avaliar, prescrever e acompanhar as indicações de anticoagulação.
 
k) Dominar a abordagem de situações de emergência de problemas cardiovasculares como síndrome coronariana aguda, parada cardiorrespiratória, insuficiência arterial periférica aguda e edema agudo de pulmão.
 
l) Analisar o manejo de diagnóstico e dominar a realização de atividades preventivas em pacientes para endocardite bacteriana.
 
m) Indicar testes invasivos na avaliação de cardiopatia isquêmica.
 
n) Demonstrar conhecimento nas indicações e interpretação de exames cardiovasculares como Holter, MAPA, doppler, teste ergométrico.
 
o) Demonstrar conhecimento sobre os princípios da reabilitação cardiovascular.
 
9. Abordagem a problemas dermatológicos
 
a) Dominar o conhecimento de anatomia, fisiologia e as lesões essenciais e dominar os fundamentos da técnica cirúrgica básica e procedimentos cirúrgicos ambulatoriais de pequeno porte.
 
b) Realizar dermatoscopia.
 
c) Analisar o diagnóstico diferencial das alterações de pele mais comuns (Eritemato-descamativas, eritemato-pruriginosas, papulosas, papuloeritematosas, bolhosas, pustulosas e discromias).
 
d) Manejar os problemas de pele mais frequentes ou relevantes.
 
e) Reconhecer manifestações cutâneas de doenças sistêmicas.
 
f) Reconhecer e manejar lesões suspeitas de câncer de pele.
 
g) Reconhecer e manejar o impacto psicossocial das doenças de pele.
 
h) Orientar e realizar cuidado dermatológico das ostomias.
 
i) Identificar lesões suspeitas e diagnosticar hanseníase.
 
j) Identificar lesões suspeitas e coletar de material para leishmaniose.
 
10. Abordagem a problemas hematológicos
 
a) Manejar os problemas hematológicos mais frequentes e relevantes.
 
b) Identificar e encaminhar adequadamente os problemas menos frequentes ou que exigem referência.
 
11. Abordagem a problemas relacionados aos ouvidos, nariz e garganta.
 
a) Dominar e realizar as atividades preventivas relacionadas a câncer de orofaringe e déficit auditivo.
 
b) Manejar problemas mais frequentes e relevantes de ouvido, nariz e garganta.
 
c) Realizar manobras de reposicionamento nas condições clínicas mais frequentes e indica fisioterapia em caso de necessidade de reabilitação vestibular.
 
d) Dominar a solicitação e interpretação dos exames complementares (como, por exemplo, audiometria).
 
12. Abordagem dos problemas metabólicos:
 
a) Reconhecer a população de risco para doenças metabólicas.
 
b) Manejar as doenças metabólicas mais frequentes ou relevantes.
 
c) Manejar problemas de tiroides mais frequentes ou relevantes.
 
d) Manejar complicações agudas das doenças metabólicas.
 
e) Manejar insulinoterapia.
 
f) Dominar a indicação dos exames laboratoriais para doenças metabólicas, como: glicemia, hemoglobina glicosilada, cetonúria, proteinúria, perfil lipidico, TSH e T4 livre.
 
g) Dominar a prevenção e tratamento de complicações agudas.
 
h) Realizar o rastreio para as complicações mais comuns do Diabetes Mellitus (retinopatia, nefropatia, neuropatia e arteriopatia).
 
i) Fazer abordagem educacional e nutricional para pacientes obesas e com doenças metabólicas.
 
j) Avaliar o uso: Índice de Massa Corpórea, tabelas peso/altura, prega cutânea e medida cintura abdominal.
 
k) Analisar as indicações para cirurgia bariátrica.
 
13. Abordagem a problemas relacionados aos rins e vias urinárias
 
a) Compreender a fisiopatologia das doenças de rins e vias urinárias mais frequentes*.
 
b) Manejar os problemas de rins e vias urinárias mais frequentes e relevantes.
 
c) Estratificar doença renal.
 
d) Dominar as indicações e solicitação de exames complementares de imagem, como, por exemplo, Raio X de abdome e Ultrasom de rins - vias urinárias.
 
e) Analisar a potencial nefrotoxicidade das doenças crónicas e dos fármacos usados na clínica.
 
f) Dominar o ajuste de doses medicamentosas na presença de insuficiência renal.
 
g) Manejar pacientes com cateterismo vesical em domicílio.
 
h) Tratar não farmacologicamente as doenças crônicas renais.
 
i) Dominar a indicação e interpretação de exames complementares laboratoriais, como, por exemplo, creatinina, eletrólitos, clearence da creatinina, microalbuminuria e proteinuria, parcial de urina, urinocultura, teste de sensibilidade ao antibiótico e PSA.
 
j) Demonstrar o conhecimento de indicação de outras provas de imagem: cistografia; urodinâmicas.
 
k) Interpretar resultados do ultrasom de rins e vias urinárias.
 
14. Abordagem a problemas musculoesqueléticos
 
a) Dominar os conhecimentos básicos de anatomia radiológica, identificando os padrões de normalidade e as alterações mais frequentes.
 
b) Dominar a realização da anamnese e exame físico focados nos problemas musculoesqueléticos mais frequentes e relevantes.
 
c) Indicar medidas ergonômicas para prevenção dos problemas musculoesqueléticos mais frequentes.
 
d) Indicar fisioterapia e/ou exercício físico para prevenção e reabilitação de problemas musculoesqueléticos.
 
e) Dominar o uso de anti-inflamatórios.
 
f) Demonstrar conhecimento das indicações e interpretação de exames laboratoriais e radiologia simples das patologias mais frequentes.
 
g) Conhecer as indicações para eletroneuromiografia e correlacionar as alterações encontradas com o quadro clínico.
 
h) Manejar clinicamente os problemas muscoloesqueléticos mais frequentes e saber orientar exercícios para serem realizados no domicílio.
 
i) Reconhecer as opções para tratamento não farmacológico da dor crônica, incluindo abordagens psicossociais.
 
15. Cuidados Paliativos
 
a) Orientar a prevenção de úlceras de pressão/ decúbito.
 
b). Manejar úlceras de pressão/decúbito.
 
c). Realizar manejo da dor oncológica e não oncológica no paciente terminal.
 
d) Manejar a nutrição no paciente terminal.
 
e) Preparar e orientar familiares e o paciente quanto a providências relacionadas à morte.
 
f) Manejar intercorrências comuns no paciente em cuidado paliativo.
 
g) Reconhecer a importância do atendimento fora do horário para intercorrências graves e falecimento (atestado de óbito).
 
h) Dominar o preenchimento e fornecimento de um atestado de óbito.
 
i) Fazer a abordagem do luto.
 
j) Reconhecer situações urgentes no cuidado paliativo e sabe encaminhá-las.
 
k) Manejar situações terminais de doenças crônicas (Insuficiência cardíaca, DPOC, demências, doenças neurológicas, renais).
 
l) Demonstrar habilidades de comunicação com paciente, seus cuidadores e sua família, com ênfase na comunicação de más notícias.
 
16. Cuidado Domiciliar
 
a) Compreender o domicílio como espaço terapêutico.
 
b) Fazer a abordagem do cuidador considerando a importância de uma comunicação efetiva e de estimular o cuidado do cuidador.
 
c) Dominar a realização da entrevista clínica e exame físico em ambiente domiciliar avaliando estado orgânico, mental, funcional e social.
 
d) Avaliar os fatores do processo saúde-doença no espaço domiciliar.
 
e) Formular um plano de assistência domiciliar sob a lógica do trabalho em equipe.
 
f) Dominar a utilização dos recursos disponíveis nas redes de atenção à saúde, assistência social e apoio comunitário.
 
g) Dominar a prevenção farmacológica e não farmacológica a tromboses venosa profunda em acamados.
 
h) Demonstrar conhecimento na detecção de risco ou sinais de violência familiar. Manejar casos de violência domiciliar.
 
i) Contribuir no apoio a situações de morte no domicílio.
 
j) Aplicar critérios de elegibilidade para os níveis de complexidade em cuidados domiciliares (vigilância em saúde, consultas e internação domiciliar).
 
k) Demonstrar conhecimento nos procedimentos possíveis de serem realizados no domicílio. Realizar procedimentos domiciliares (sondagens, debridamento, anticoagulação, oxigênioterapia).
 
l) Realizar procedimentos domiciliares (analgesia percutânea, paracentese, ventilação assistida).
 
m) Realizar medidas antropométricas indiretas em domicílio.
 
m) Indicar alimentação enteral.
 
17. Rastreamento
 
a) Indicar quando um determinado rastreio deve ou não deve ser feito em cada uma das diferentes áreas médicas, como: doenças infecciosas, hábitos, doenças crônicas, neoplasias, dependência química e situações de vulnerabilidade social.
 
b) Reconhecer populações de risco na comunidade passíveis de terem benefício ao serem rastreadas.
 
c) Analisar o impacto para indivíduos e população do rastreamento de doenças crônicas e neoplásicas e seus níveis de evidência.
 
d) Diferenciar rastreio de diagnóstico precoce de doenças e manejar cada situação.
 
e) Explicar aos pacientes o manejo necessário a ser feito com os resultados dos rastreios.
 
f) Analisar o fenômeno do sobrediagnóstico e sobretratamento que ocorre com o processo de rastreamento.
 
g) Dominar os conceitos fundamentais de epidemiologia clínica aplicáveis ao rastreamento, tais como incidência, prevalência, níveis de evidência, eficácia, eficiência e efetividade, redução relativa de risco (RRR) e redução absoluta de risco (RAR), número necessário para rastrear (NNS), número necessário para causar dano (NNH). Dominar os conceitos avançados de epidemiologia clínica aplicáveis ao rastreamento, tal como fração previnível na população.
 
h) Conhece e analisa criticamente os protocolos de rastreamento de neoplasias e doenças crônicas existentes na comunidade científica e na região onde atua. Desenvolve uma revisão crítica da literatura existente sobre rastreamentos específicos.
 
i) Explicar aos seus pacientes os benefícios e possíveis malefícios de um rastreio. Orientar e discutir com colegas de trabalho a que rastreamentos realizar e conduz uma atividade educativa sobre rastreamento.
 
j) Entender e aplicar o rastreamento como estratégia populacional e não individual.
 
k) Instituir um protocolo de rastreamento na sua comunidade, baseado nos conceitos fundamentais.
 
18. Urgência e Emergência
 
a) Diagnosticar, tratar e referenciar as condições de urgência e emergência mais frequentes.
 
b) Analisar as plantas tóxicas e animais peçonhentos mais comuns na região, seus mecanismos de toxicidade e manejo médico da intoxicação.
 
c) Diagnosticar, tratar e referenciar as emergências psiquiátricas, como: psicose, mania, intoxicações, abstinência, tentativa ou planejamento de suicídio e manifestações de sofrimento psíquico agudo (como somatização, estágio inicial do luto, crises de ansiedade e ataque de pânico)
 
d) Diagnosticar, tratar e referenciar as emergências obstétricas, como: aborto em curso, trabalho de parto, doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) e pielonefrite.
 
e) Compreender as diversas ferramentas de coordenação do cuidado em urgência e emergência, como: organização do material e do fluxo da rede de atenção aos atendimentos; providências administrativas, documentais e de apoio imediato; questões de biossegurança e classificação de risco.
 
f) Realizar procedimentos de urgência menos complexos.
 
g) Executar procedimentos de suporte Básico de vida em adultos e crianças, como ressucitação cardio pulmonar, e coordena a equipe de manobras essenciais. Executar procedimentos de Suporte Avançado de Vida.
 
h) Dominar a intubação orotraqueal.
 
i) Manejar o uso de marcapasso provisório, ventilador e faz acesso venoso central.
 
19. Realização de procedimentos ambulatoriais
 
a) Demonstrar conhecimento de técnica cirúrgica básica.
 
b) Realizar procedimentos cirúrgicos essenciais (drenagem de abscesso, sutura, cantoplastia).
 
c) Realizar procedimentos cirúrgicos ambulatoriais intermediários (biópsia por shave, punch ou excisional; crioterapia; eletrocauterização; maneja calos; retira cistos, lipomas e lesões suspeitas com margem).
 
d) Analisar as indicações, contraindicações e complicações dos procedimentos cirúrgicos ambulatoriais.
 
e) Inserir e retirar DIU.
 
f) Colher e fazer o preparo de exame de citologia oncótica (papanicolau).
 
g) Fazer cauterização química de verruga viral e cauterização elétrica de lesões.
 
h) Dominar a técnica de anestesia local e bloqueios anestésicos de quirodáctilos e pododáctilos e de bloqueios anestésicos periféricos.
 
i) Realizar procedimentos de urgência, como sutura, curativos, compressões e imobilizações. Faz cateterismo vesical, passa sonda nasogástrica.
 
j) Fazer injeção intramuscular, subcutânea e intravenosa. Fazer punção e infiltração articular. Fazer punção lombar e liquórica.
 
k) Fazer remoção de cerume, retirada de corpo estranho, frenectomia e tamponamento nasal anterior. Realizar tamponamento nasal posterior. Drenar abscesso periamigdaliano.
 
l) Realizar: infiltração articular e periarticular (ombro, joelho, bursa trocantérica, bursa pré-patelar); drenagem articular; aspiração de cisto sinovial.
 
20. Atenção à saúde da criança e adolescente
 
a) Saber utilizar gráficos de desenvolvimento pôndero-estatural. Realizar seguimento periódico para prevenção oportuna de acordo com fases de desenvolvimento da infância.
 
b) Realizar anamnese e exame físico de crianças. Manejar os problemas mais frequentes e relevantes no lactente. Fazer o manejo de situações ou problemas complexos de forma compartilhada com outros especialistas.
 
c) Manejar e interpretar os métodos diagnósticos em pediatria: anamnese, exame físico, radiologia básica, exames laboratoriais, tabelas de ganho de peso/altura.
 
d) Manejar drogas mais comuns utilizadas nesta faixa etária, inclusive na amamentação.
 
e) Orientar vacinação.
 
f) Maneja as urgências pediátricas mais frequentes e relevantes.
 
g) Prestar apoio familiar para situações como atraso psicomotor, patologias crônicas e problemas de comportamento.
 
h) Analisar e abordar situações de risco e vulnerabilidade para maus tratos, como violência doméstica e negligência.
 
i) Identificar e referenciar situações especiais, como síndromes genéticas e displasia de quadril.
 
j) Orientar alimentação do lactente durante a transição até a dieta familiar.
 
k) Orientar a prevenção sobre os acidentes na infância.
 
l) Manejar os problemas de saúde mais frequentes e relevantes em crianças e adolescentes.
 
m) Realizar procedimentos em crianças e adolescentes.
 
21. Atenção à saúde do idoso
 
a) Dominar a fisiologia e anatomia do envelhecimento. Manejar as condições clínicas mais frequente e relevantes nos idosos.
 
b) Compreender e indicar oportunamente atividades de promoção e prevenção, como, por exemplo, vacinas, exercício físico, tabaco e álcool, alimentação e avaliação de risco de quedas.
 
c) Aplicar as escalas geriátricas mais usadas.
 
d) Realizar avaliação multidimensional do idoso e analisar aspectos da avaliação geriátrica global, incluindo sexualidade.
 
22. Atenção à saúde da mulher
 
a) Realizar anamnese e exame físico/ginecológico de mulheres em qualquer idade. Maneja apropriadamente os problemas mais frequentes e relevantes na saúde da mulher.
 
b) Realizar procedimentos ginecológicos ambulatoriais.
 
c) Identificar e manejar situações de violência contra a mulher e outras situações de risco e vulnerabilidade.
 
d) Realizar exame ginecológico, avaliação do assoalho pélvico, avaliação das mamas e demais exames físicos.
 
e) Considerar particularidades do gênero no desenvolvimento do processo saúde-adoecimento.
 
f) Fazer rastreamento de câncer apropriadamente. Realizar colposcopia e biópsia de colo uterino.
 
23. Atenção à saúde do homem
 
a) Compreender os agravos mais incidentes e prevalentes em pessoas do sexo masculino e as particularidades de sua apresentação nesse grupo populacional.
 
b) Organizar o serviço de forma a oferecer acesso adequado à população masculina.
 
c) Compreender as atitudes em relação à saúde geral que prevalecem na população masculina.
 
d) Construir ambiente propício para abordar questões de sexualidade e de doenças urogenitais (se profissional do sexo feminino, sabe lidar com a possível resistência em ser examinado por mulher).
 
e) Estar atento para situações de violência em que o homem possa estar envolvido.
 
f) Fortalecer o papel do homem durante a gravidez e promoção da paternidade saudável e responsável.
 
g) Abordar rastreamento do câncer de próstata, incluindo comunicação sobre a base de evidências.
 
24. Atenção à sexualidade
 
a) Compreender a biologia e fisiologia sexual.
 
b) Manejar as demandas relacionadas à sexualidade humana, identidade sexual, homoafetividade, transsexualidade, sexualidade em situações especiais (reabilitado físico, doente mental e deficiente, gravidez e puerpério, soropositivos, doenças clínicas avançadas) e situações de preconceito sexual (homofobia, heterossexismo).
 
c) Manejar o uso de hormônios por transexuais.
 
d) Respeitar os pacientes sobre seu cuidado.
 
e) Implementar ações para atividade sexual saudável no nível individual, familiar e comunitário nas diferentes fases de vida.
 
f) Manejar as principais disfunções sexuais.
 
g) Manejar as principais situações e problemas de saúde dos trabalhadores do sexo.
 
h) Manejar aspectos relacionados a assoalho pélvico para potencializar a satisfação sexual e promover o autoconhecimento.
 
i) Identificar e referenciar situações de abuso sexual. Manejar situações de abuso sexual.
 
25. Atenção ao ciclo gravídico-puerperal
 
a) Analisar os indicadores epidemiológicos relacionados ao ciclo gravídico-puerperal (mortalidade materna, neonatal, gravidez na adolescência, etc).
 
b) Orientar e estimular o aleitamento materno.
 
c) Demonstrar conhecimento sobre fisiologia do ciclo menstrual. Realizar planejamento familiar e anticoncepção de emergência quando necessário.
 
d) Demonstrar conhecimentos sobre embriologia, anatomia, fisiologia e farmacologia relacionados ao ciclo gravídico puerperal. Realizar pré-natal de baixo e médio risco.
 
e) Manejar pré-natal de alto risco em conjunto com outro especialista.
 
f) Manejar situações clínicas em gestantes relacionadas à diabetes gestacional.
 
g) Orientar sobre momento e local de referência para assistência obstétrica de urgência ou ao trabalho de parto.
 
h) Manejar principais problemas do puerpério.
 
i) Dominar a orientação sobre riscos de situações teratogênicas (fármacos, agentes físicos, infecciosos e tóxicos).
 
j) Estimular o envolvimento do pai no acompanhamento do pré-natal.
 
k) Abordar e problematizar as expectativas da mãe e do pai em relação ao bebê.
 
l) Realizar abordagem da sexualidade no período da gestação e puerpério.
 
m) Manejar as intercorrências mais frequentes e relevantes na gestação. Manejar atendimento em situações de emergência na gestação (eclâmpsia, cetoacidose diabética e descolamento de placenta).
 
n) Assistir o parto vaginal em situação de urgência. Assistir parto vaginal em ambiente hospitalar ou domiciliar. Realizar cesariana em situações de urgência.
 
26. Atenção a situações de violência e vulnerabilidade
 
a) Reconhecer o impacto da violência como fator de risco para o desenvolvimento de outras comorbidades e como grave problema de saúde.
 
b) Identificar e manejar situações de violência individual, familiar e social, mesmo na ausência de agressão física. Manejar os impactos tardios da violência na saúde dos pacientes.
 
c) Estabelecer ações intersetoriais visando a prevenção e o controle da violência. Identificar fatores de risco intrafamiliar.
 
d) Reconhecer os impactos da violência nos limites da atuação profissional.
 
e) Conhecer o conceito, os princípios e promove a cultura da paz.
 
f) Utilizar os recursos de proteção ao cidadão sob condição de violência.
 
g) Analisar as especificidades do cuidado para pessoas em situação de rua.
 
h) Analisar as especificidades do cuidado a pessoas em outras situações de vulnerabilidade em sua região.
 
i) Analisar as especificidades do cuidado a pessoas privadas de liberdade.
 
27. Atenção à saúde do trabalhador
 
a). Reconhecer os impactos das condições de trabalho sobre a saúde das pessoas, famílias e comunidades.
 
b) Manejar os problemas mais frequentes e relevantes de saúde do trabalhador. Desenvolver juntamente com o centro de referência em saúde do trabalhador (CEREST) intervenções direcionadas para a solução dos problemas encontrados na comunidade.
 
c) Estabelecer nexo causal entre os problemas mais comuns de saúde do trabalhador.
 
d) Reconhecer riscos ocupacionais no seu raciocínio clínico.
 
e) Abordar os procedimentos relacionados aos acidentes de trabalho. Orientar os afastamentos do trabalho atendidos na atenção primária à saúde.
 
f) Notificar os problemas relacionados à saúde do trabalhador.
 
g) Reconhecer e manejar situações de exploração do trabalho humano.
 
h) Desenvolver ações que contribuam para promover o trabalho em condições dignas.
 
i) Facilitar o acesso do trabalhador à atenção primária à saúde. Adapta sua prática para atender a necessidades específicas dos trabalhadores.
 
COMPETÊNCIAS AO TÉRMINO DO R2
 
I - Saúde Coletiva
 
1. Avaliar os aspectos históricos, concepções, políticas públicas e modelos técnico-assistenciais da Atenção Primária à Saúde.
 
II - Abordagem Individual
 
1. Demonstrar abordagem efetiva para problemas indiferenciados.
 
2. Demonstrar uma abordagem efetiva para doenças com componente psicossocial.
 
3. Dominar o uso de recursos de prevenção quartenária.
 
4. Coordenar o cuidado de saúde do paciente de acordo com suas necessidades, valorizando e respeitando o trabalho em equipe multidisciplinar e interdisciplinar estabelecendo uma comunicação ética e efetiva na equipe.
 
5. Reconhecer e analisar os cuidados paliativos de modo adequado.
 
6. Valorizar a influência do ciclo de vida individual na saúde da pessoa e utilizar este conhecimento na abordagem clínica
 
III - Abordagem Familiar
 
1. Valorizar os ciclos vitais familiares. Dominar o manejo dos ciclos familiares, as crises vitais, considerando a funcionalidade familiar.
 
2. Avaliar os aspectos da violência familiar. Identificar casos de violência familiar e conduzir casos com menor complexidade.
 
3. Compreender o manejo situações complexas de violência familiar.
 
4. Analisar os níveis de intervenção familiar. Realizar entrevista familiar. Realizar conferência familiar. Compreender a realização de terapia familiar.
 
5. Identificar as estratégias familiares de suporte ao paciente. Avaliar papéis de cada membro da família e sua influência no processo de saúde e adoecimento de cada membro.
 
6. Contribuir na realização cuidados paliativos no domicílio.
 
IV - Abordagem Comunitária
 
1. Estimar as prioridades para atuação da equipe.
 
2. Planejar ações prioritárias de saúde com base no diagnóstico comunitário.
 
3. Valorizar a articulação com rede social de apoio e articular ações intersetoriais.
 
4. Valorizar o controle social.
 
V - Raciocínio Clínico
 
1. Dominar a construção de plano terapêutico individualizado, propondo estratégias à maior adesão terapêutica
 
2. Avaliar as características específicas da especialidade que afetam a tomada de decisão: fácil acesso, doenças indiferenciadas e/ou com manifestações iniciais, falta de organização na apresentação da doença, incerteza sobre a importância do problema, longitudinalidade e agenda oculta.
 
3.Dominar o diagnóstico de situações de gravidade que requerem avaliação mais abreviada e intervenção imediata.
 
4. Dominar a organização de lista de problemas.
 
5 Demonstrar abordagem para doenças com componente psicossocial.
 
6. Estimar um prognóstico, considerando história natural e curso clínico da doença.
 
7. Articular os aspectos fisiopatológicos com os psicossociais na abordagem diagnóstica e terapêutica.
 
VI - Pesquisa médica, gestão em saúde, comunicação e docência
 
1. Participar de atividades em pesquisa relacionada à Medicina de Família e Comunidade ou à Atenção Primária à Saúde.
 
2. Analisar criticamente artigos científicos.
 
3. Produzir um artigo científico.


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